Atualizado em julho de 2026. Os SUVs de entrada são a categoria que mais cresce no Brasil em 2026, disputando comprador entre R$ 95 mil e R$ 140 mil. Este comparativo reúne Renault Kardian, Citroën Basalt, Volkswagen Tera, Peugeot 2008 e Fiat Pulse, mostrando motorização, espaço, versões disponíveis, pontos fortes e pontos fracos de cada um, sempre com preço FIPE como faixa aproximada, já que pode variar por região e concessionária.
O que é um SUV de entrada e quais modelos entram no comparativo
Entram aqui os modelos com porte próximo ao de um hatch, mas com posição de dirigir mais elevada, porta-malas maior que o de um sedã compacto e proposta de custo de manutenção próxima à dos hatches. A maioria é fabricada no Mercosul, o que ajuda a manter o preço médio abaixo dos SUVs médios. Para esta análise, consideramos apenas modelos com produção confirmada em 2026, vendidos em concessionárias oficiais no Brasil.
Os cinco SUVs analisados representam estratégias diferentes de marca para atacar a faixa de entrada:
- Renault Kardian: SUV com plataforma nova, foco em consumo e pacote tecnológico de série.
- Citroën Basalt: o mais recente da lista, com proposta de cupê e motor turbo compartilhado com o Peugeot 2008.
- Volkswagen Tera: SUV de entrada da VW que se posiciona abaixo do Nivus e disputa diretamente o Kardian.
- Peugeot 2008: SUV com pegada mais europeia, opção de motor turbo 200 e pacote de segurança acima da média.
- Fiat Pulse: já consolidado no segmento, com variantes Audace, Impetus e Abarth, sendo a Abarth a versão esportiva.
Tabela comparativa: SUV de entrada 2026

A tabela abaixo usa faixas de preço aproximadas com base na tabela FIPE e nos preços de concessionária observados no primeiro semestre de 2026. Confirme sempre o valor atualizado antes de fechar negócio.
| Modelo | Faixa de preço aproximada (FIPE/loja) | Motorização principal | Câmbio | Porta-malas | Diferencial |
|---|---|---|---|---|---|
| Renault Kardian | a partir de R$ 95 mil a R$ 125 mil | 1.0 turbo flex | automático CVT | cerca de 358 L | consumo e pacote tecnológico de série |
| Citroën Basalt | a partir de R$ 110 mil a R$ 140 mil | 1.0 turbo 130 cv flex | automático CVT | cerca de 490 L | design cupê e maior porta-malas da lista |
| Volkswagen Tera | a partir de R$ 105 mil a R$ 135 mil | 1.0 turbo 200 TSI | automático | cerca de 410 L | ergonomia típica VW e rede de concessionárias ampla |
| Peugeot 2008 | a partir de R$ 115 mil a R$ 150 mil | 1.0 turbo 130 cv (200 THP) | automático CVT | cerca de 410 L | i-Cockpit e pacote de segurança acima da média |
| Fiat Pulse | a partir de R$ 90 mil a R$ 145 mil (Abarth no topo) | 1.0 turbo 130/185 cv (Abarth) | automático CVT ou manual | cerca de 380 L | opção esportiva Abarth e boa rede Fiat |
Onde a montadora não divulga um número exato em 2026, a tabela traz a faixa mais usada por sites especializados, então considere como referência, não como dado oficial cravado. Sempre confirme no site da marca ou em concessionária autorizada antes de comparar.
Renault Kardian: o rival de maior volume
O Kardian é o SUV de entrada da Renault produzido no Brasil, lançado como aposta para ganhar espaço no segmento. O ponto alto é o conjunto 1.0 turbo flex com câmbio CVT, calibrado para entregar bom consumo na cidade e respostas suficientes em ultrapassagem. O acabamento interno aposta em superfícies com textura suave e na central multimídia na vertical, padrão que segue o visual do Captur europeu.
Entre os pontos fracos estão o espaço traseiro, mais apertado que o do Basalt e do 2008, e o porta-malas, próximo dos 360 L. Para famílias com duas crianças pequenas vai bem; para três adultos no banco de trás, pode apertar em viagens longas. O pacote de segurança inclui de série itens como seis airbags e controle eletrônico de estabilidade nas versões intermediárias, mas a versão de entrada ainda pode trazer menos itens auxiliares de série, então vale conferir a configuração completa.
Citroën Basalt e Peugeot 2008: a dupla da Stellantis
Os dois SUVs compartilham a plataforma CMP e o motor 1.0 turbo 130 cv, mas têm propostas bem diferentes. O Basalt é o mais recente da lista, derivado da mesma base do C3, com desenho de cupê alongado que abre espaço para um porta-malas próximo dos 490 L, o maior do comparativo. O 2008, por sua vez, traz pegada mais europeia, com direito a cluster digital i-Cockpit, volante pequeno e pacote ADAS mais completo nas versões topo.
Do lado negativo do Basalt, a rede Citroën tem menos concessionárias que VW e Fiat, então a manutenção pode exigir deslocamento em cidades menores. O 2008 tem peças com preço acima da média do segmento, principalmente itens eletrônicos e componentes do pacote de segurança. Para quem roda muito em estrada, o 2008 entrega mais conforto e pacote ADAS mais completo, enquanto o Basalt compensa pelo porta-malas e pelo preço um pouco mais agressivo. Para comparar a proposta automática de outras marcas, vale ler também o guia de carros automáticos 2026.
Volkswagen Tera: o herdeiro do T-Cross
O Tera chega para ocupar a faixa abaixo do T-Cross, com motor 1.0 turbo 200 TSI e câmbio automático. A proposta é unir a ergonomia característica da Volkswagen, com comandos bem posicionados e banco com bom apoio lateral, a uma lista de equipamentos mais enxuta que a do Nivus, mantendo o preço médio mais agressivo.
O Tera tem como ponto forte a rede VW, uma das maiores do Brasil, o que facilita revisão e peças. Como ponto de atenção, o espaço traseiro é intermediário: mais generoso que o do Kardian, mas menos que o do Basalt. Para quem roda muito em estrada, o pacote ADAS opcional inclui piloto automático adaptativo e frenagem automática de emergência, mas só a partir da versão de topo. Vale comparar com o comparativo de SUVs compactos mais vendidos se a ideia for esticar o orçamento.
Fiat Pulse: o mais versátil em versões
O Pulse é o SUV de entrada da Fiat e o que tem a gama mais variada: vai da versão básica 1.0 aspirada, passando pela Audace turbo, até a Abarth de 185 cv, que entrega resposta bem mais esportiva. Quem busca economia tende a olhar para a versão turbo automática; quem busca emoção olha para a Abarth, mas a conta do seguro e do consumo sobe junto.
O Pulse tem boa rede de concessionárias no Brasil inteiro, peças com preço médio competitivo e manutenção simples. O ponto fraco é o acabamento interno, com alguns plásticos rígidos em áreas de toque frequente, e o isolamento acústico, que fica abaixo do Basalt e do 2008. Em resumo, é o SUV de entrada mais equilibrado entre preço e custo total de propriedade, ainda mais se for comparar com usados até R$ 100 mil que muitas vezes entregam pacote pior.
Considerações finais: qual vale mais a pena em 2026
A escolha depende do perfil de uso. Para uso urbano com foco em economia e pacote tecnológico, o Kardian segue como referência. Para quem prioriza porta-malas e quer um visual diferente, o Basalt entrega mais por um pequeno extra no preço. Quem valoriza rede de concessionárias ampla e ergonomia bem resolvida vai se dar bem com o Tera. Quem quer pacote de segurança mais completo e não se importa em pagar um pouco mais, o 2008 é o mais bem equipado da lista. Por fim, quem quer esportividade dentro da faixa tem a versão Abarth do Pulse como única opção de fábrica.
Em qualquer caso, vale conferir tabela FIPE atualizada, simular seguro na seguradora de preferência e fazer test drive em mais de um modelo antes de fechar. Custo de manutenção, valor de revenda e disponibilidade de peças na sua cidade pesam tanto quanto o preço de etiqueta, então leve tudo isso em conta antes de decidir. Se a ideia for comparar com outras faixas de preço, vale dar uma olhada também no comparativo de hatches compactos e no comparativo de sedãs médios.
Tire suas dúvidas
Qual SUV de entrada tem o maior porta-malas em 2026?
Entre os cinco modelos do comparativo, o Citroën Basalt entrega o maior porta-malas, próximo dos 490 L, seguido pelo Volkswagen Tera e pelo Peugeot 2008. Se espaço para bagagem é prioridade, o Basalt é a referência do segmento em 2026.
Kardian ou Pulse, qual compensa mais?
Depende do perfil. O Kardian costuma entregar pacote tecnológico mais moderno e consumo ligeiramente melhor na cidade. O Pulse tem versões mais variadas, vai da opção 1.0 aspirada até a Abarth 185 cv, e rede de concessionárias maior. Para uso misto, o Pulse tende a ser mais versátil.
Basalt é confiável para rodar em rodovia?
O Basalt usa motor 1.0 turbo 130 cv compartilhado com o Peugeot 2008, conjunto já conhecido e com boa resposta em baixa rotação. Para uso rodoviário frequente, vale conferir a versão topo, que tem pacote ADAS mais completo, e revisar itens como alinhamento, balanceamento e pneus antes de viagens longas.
Tera tem versão com piloto automático adaptativo?
A versão mais completa do Tera oferece pacote ADAS opcional, que pode incluir piloto automático adaptativo e frenagem automática de emergência. As versões de entrada geralmente trazem apenas piloto automático convencional, então vale conferir a lista de equipamentos de cada configuração antes de fechar.
2008 é caro de manter?
O Peugeot 2008 tem peças com preço acima da média do segmento, principalmente itens eletrônicos e componentes do pacote ADAS. A manutenção preventiva em concessionária autorizada costuma ser mais cara que a do Pulse ou do Kardian, mas o custo total de propriedade pode compensar se a versão for bem aproveitada.
Qual tem a melhor revenda?
Em 2026, o Renault Kardian e o Fiat Pulse costumam segurar melhor o valor de revenda por causa do volume de vendas e da boa aceitação no mercado de usados. O Basalt, sendo mais recente, ainda está formando histórico de revenda. O 2008 perde um pouco mais por causa do nicho mais restrito e do custo de peças.
Vale a pena esperar o lançamento de um novo SUV de entrada em 2026?
Vale pesquisar e comparar. O segmento está aquecido, com expectativa de novas versões e reestilizações ainda em 2026 e 2027. Quem não tem urgência pode usar esse período para acompanhar lançamentos e promoções; quem precisa trocar o carro com urgência pode aproveitar as boas ofertas de fim de modelo que aparecem ao longo do ano.
Esses SUVs aceitam gasolina e etanol?
Sim. Todos os cinco modelos listados são flex, ou seja, aceitam qualquer mistura de gasolina e etanol. Para o dia a dia com etanol, o consumo sobe em média 25 a 30 por cento em relação à gasolina, então vale fazer a conta do custo por quilômetro rodado antes de decidir o combustível.
Qual é a melhor opção para aplicativo em 2026?
Para aplicativo, o Pulse e o Kardian aparecem como escolhas fortes por causa do custo de manutenção mais baixo, da boa aceitação no mercado de usados e do pacote de segurança que costuma incluir airbags laterais e controle de estabilidade. Se a ideia for rodar muito, a versão turbo automática de qualquer um dos dois entrega bom equilíbrio entre consumo e conforto.